Arquivo da categoria ‘Cabral Descoberto’

Saulo

Março 14, 2008

Viajando por este nosso imenso país temos a oportunidade de descobrir o que ele tem de mais valioso: as pessoas. Encontrei alguém muito interessante em Porto de Galinhas – PE – que, apesar da pouca idade, teve muito a me mostrar.

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Saulo é um daqueles garotos que chega com jeito de quem não quer nada, faz em segundos (com folhas de coqueiro) uma rosa e um peixe numa varinha de pescar, te dá o que fez e fala para pagar o quanto você acha que vale. Conta histórias de que já viu muito tubarão quando passou de barco além dos recifes, que acorda uma da madrugada e vai buscar água doce para a mãe, que só faz duas refeições por dia. Conversador e simples como o seu próprio mundo tem uma virtude que vale muito: sabe ser feliz.

Luiz César Cabral de Menezes, publicitário e designer

Brasileiros têm é história pra contar…

Fevereiro 24, 2008

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Manchetes sem novidades estamos cansados de ver, mas a história que vou mostrar aqui vale a pena. Em um resumo rápido, imaginem a aventura de um rapaz nascido no subúrbio do Rio de Janeiro que começou batendo atabaque no Candomblé e acabou subindo ao palco com nada menos do que Jackson Five, Sérgio Mendes, Chick Corea, Joe Cocker, Hermeto Pascoal, Som Imaginário e muito mais. O mais interessante deste “causo” está em sua participação como integrante do Chicago na década de 70, quando o grupo conquistou um Grammy.

Nas horas vagas, aproveitou e conheceu os Beatles, conversou com Marlon Brando em Paris, foi jurado com Gina Lollobrigida no Festival Musical de Viña Del Mar. Gente boa e hospitaleiro, recebeu muitos brasileiros em casa quando morava em Los Angeles, entre eles o cantor Raimundo Fagner e o jogador Paulo César Caju. Mas acredite, um dia cansou disso tudo e voltou para o Brasil. A saudade foi tão forte que não deixou ele voltar nem para buscar a Mercedes que ficou estacionada no aeroporto.

Este “viajante musical” atende por Laudir de Oliveira, percussionista que atualmente trabalha com gente boa como Gabriel o Pensador, Ed Motta, Marcelo D2 e muito mais.

Os muitos detalhes desta odisséia vocês podem conferir no conteúdo publicado pela Revista Brasileiros, edição de Fevereiro de 2008.

E por que este assunto está neste blog?

Em primeiro lugar porque somos notáveis brasileiros (perdoem o pleonasmo). Em segundo, não é difícil de adivinhar quem pesquisou e assinou a matéria para a revista. O nome dele começa com Washington e termina com Araújo…

Luiz César Cabral de Menezes, publicitário e designer

49 para 50? A gota d´…

Maio 3, 2007

de 49 para 50

Neste mundo desequilibrado pelo impacto ambiental já não me surpreende a condição alarmante do nosso amigo Washington. Ainda assim, torço para que o seu quadro nunca seja revertido. Imaginem se ele muda! Quem vai trazer, dentro de sua caraterística alegria, a badalação das noitadas sem fim, temperada pelo papo inteligente e extrovertido que desafia uma dose a mais e mesmo assim permanece com o bonde nos trilhos?

Se o mundo está carente de água, faço esta imediata convocação! No clamor do dever preservativo-ambiental é chegada a hora de todos juntos cumprirmos a nossa parte! Solidários ao “Uóstinho” só entornaremos daquela que passarinho não bebe, prontos para comemorar suas 49 primaveras, antecessoras de muitas outras…

Luiz César Cabral de Menezes, publicitário e designer

Ressaca também é cultura

Fevereiro 20, 2007

Luiz César Cabral de Menezes, publicitário e designer

pao de acucar

Viva o Carnaval! Noite boa, manhã dolorosa. Acordei com a cabeça doendo. Fui procurar água, sais minerais, glicose, o que me aliviasse. Foi quando encontrei este curioso artefato e descobri algo interessante! Neste recipiente o melaço de cana lentamente sorava, criando sólidos blocos que eram levados para a metrópole Portugal. Estas doces peças, de alto valor comercial, eram chamadas “pão de açúcar“. Aumenta a cultura, mas a ressaca permanece (hic!).

Vende-se problemas por motivo de tranqüilidade

Janeiro 3, 2007

Luiz César Cabral de Menezes, publicitário e designer 

Abacaxis
Quando vi esta cena na Rua Jardim Botânico concluí
que não dá para encarar uma concorrência dessas.

Noção de perda

Dezembro 20, 2006

Luiz César Cabral de Menezes, publicitário e designer

 Ao descer de um ônibus, no ponto final, percebi que o meu guarda-chuva ficou na poltrona. Quando me virei para buscá-lo era tarde, já tinha acelerado e sumia no fim do terminal. Inconformado, fui à cabine do despachante da companhia transportadora. Ao explicar a situação, fiquei surpreso com a resposta:

- Que ônibus? Não parou nenhum aqui agora!

O comentário, reforçado pela opinião de três trocadoras atentas ao assunto não me deixou dúvidas: definitivamente devo ter pego um disco voador com roleta e limitado a 47 passageiros sentados.

Após muita insistência, o cidadão se dirigiu ao fim do plataforma e viu o ônibus, que acabara de contornar o quarteirão e já parava no ponto de embarque. Devolveu meu guarda-chuva e, educadamente, me pediu desculpas. Agradeci e não me importei, essas coisas acontecem.

O mais interessante aconteceu quando me deparei novamente com as três “marocas”. Ao passar por elas, uma não resistiu e perguntou:

- Como é que o senhor consegue perder um guarda-chuva deste tamanho?

Devolvi de bate-pronto:

- Isso não é nada! Imagine só! Acabei de ver um bando de gente perder um ônibus no ponto final!!!