Arquivo da categoria ‘Washington Subi’

Rosinha sem TV, mas muito o que fazer

Setembro 30, 2008

Rosinha, você não tinha televisão?
Não ouvia, é um pássaro é um avião?
Não se emocionava sem fim
com a valentia do Rintintin

Não voltava um milênio
dentro do túnel do tempo
e nem ria com Jeane é um gênio?
Amiga, eu lamento

Lamento por mim na frente da TV
pois você se divertia para valer
dança, roda, jogando pião
no seu lindo Maranhão

Lamento muito, sim
com TV e rua vivia e assim
eu dividia meu tempo
e você integral no relento

Imagino a saltitante Rosa
na rua, toda prosa
sabia o que queria ver
mesmo não tendo TV

Agora, Rosinha, minha canoa
Se tinha TV e ficava á toa
você era um rara exceção
não assistindo a televisão

Esta menina, a Rosa, arrasa
veio do norte para o centro-este
construiu família e casa
êta menina cabra da peste!!!

O que pensa o povo de Carolina
Ao saber que a sua menina
Deu a volta no mundo de norte a sul
Foi parar até em Kuala lumpur

Esteve em Seatle, terra de avião
Na Malásia, perto do Japão
É uma menina muito sortuda
Pergunte a ela Comandatuba

É uma verdadeira Rosa dos ventos
Sem TV, não houve lamento
saiu na rua e foi fundo
ganhou tudo, ganhou o mundo

Rosa , Rosinha, Fátima, Fatinha
Não importa o nome da rainha
Só sei que esta menina de sorte
Humilha a gente no passaporte

Washington Araújo, jornalista

Uilsim, de Valares a Paris, trés chic

Setembro 30, 2008

O Uilsim é Très chic
Quem vive em Valadares
Passa de Buenos Aires
Mas não chega a Munique

Nasceu, foi pro cartório
Já ouve o falatório
Cresce meninim, bebe muito leite
Para ir pro Unaites de Estaite

Mas o Uilsim é monsieur
Ele pode até escolher
Sabe onde foi viver?
Em Paris, au banlieu

Nada de Tio Sam
Nem de morder maçã
O Uilsim liga a antena
E corre pro Rio Sena

Por isso é Zebrinha
Ele corre da rinha
Quase todos nos Estados Unidos
Ele em Parri, seus convencidos!!

Hoje sonha com Maraú
Sem rima, se não dá sururu
Ele fica ali quietim
Sonhando em Brumadim

Mas quem já em Paris morou
Maraú é um sonho que já chegou
O Uilsim vá na calada
Mas leve no coração a Serra da Calçada

Leve Ana e João Pedrim
Nem que fique triste Brumadim
Mas carregue sempre contigo
Este seu jeitão de sempre amigo

By Ostim

Maga Coelha

Junho 23, 2008

Ela é a nossa maga.
Com ela não tem hora amarga.
Para os maus presságios, olhos fechados
sorri com um instrumento, tudo sintonizado

Que sorriso alentador
Está mal da vida? olhe para a Rô
Com este sorriso de menina
e esta pose de bailarina

Que inveja de seu espelho
não está aí nem para Paulo Coelho
Ela é nossa bela cigana
transmite paz e não engana

Washington Araújo, jornalista

Homem de visão

Junho 3, 2008

Homem_de_visao

Voltei, pessoal. O problema agora é desacostumar dos óculos. Todos os dias, há 30 anos, acordava, nem sempre de manhã, estendia a mão direita e pego o óculos. Desde quarta-feira, 21 de maio, estendo a mão e não encontro nada. Abro os olhos e, milagre, estou vendo tudo. Tudo não, de perto ainda estou com alguns probleminhas. Vou ter que usar óculos para ler coisas importantíssimas para os dias que seguem, bulas de remédio por exemplo.
Washington Araújo

Acabo de falar com Ostim…..está em Sampa se recuperando de uma cirurgia que o transformou num homem de visão….adeus miopia, astigmatismo, óculos…aliás, segundo ele, só Ray-Ban….. Imagine, se já enxergava o que não devia, agora…….
René Ruschel

Depois dessa vamos precisar ter muuuuuuuuuuuuuuuuuuito cuidado com a visão do Ostim…. rs rs rs
Rosa de Fátima Sousa da Silva

Ainda bem que Engov não tem bula….
Rene Ruschel

Céus, nosso super-homem, agora biônico e mal pago. O mundo vai mudar. Enfim ele veio para nos impulsionar e nos lançar à diante, com sua visão raio XP. Tudo de bom.
Estou ficando cega de tanto querer ver um mundo às claras e seres humanos justos. E na minha miopia continuo tropeçando. Por isso, a menina de meus olhos e a bomba de meu coração se alegram em saber que há tempo para uma visão mais justa.
Valeu ruminador de dons alheios e iluminador de caminhos das trevas.
Você tem muita coragem.
Beijos,
Circe Godoy

O Rio de Janeiro continua lindo

Janeiro 22, 2008

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Num fim de semana de blocos carnavalescos, roda de samba e muita chuva, sob as bênçãos de São Sebastião do Rio de Janeiro, começou a contagem regressiva para o carnaval. No dia 20 de janeiro, quando se comemora a data do santo padroeiro da cidade, a livraria Folha Seca, especializada em livros sobre música e futebol, festejou quatro anos de existência com uma roda de samba.

Muita gente abriu mão da praia e de blocos que cruzavam a cidade para ir à parte da Rua do Ouvidor onde ainda sente-se a presença de Machado de Assis. Fechada para carros, Ouvidor no trecho à direita da 1º de Março ainda exibe palacetes antigos e igrejas históricas.

E foi neste ambiente que o povo caiu no samba, olhando para o céu, não para reverenciar São Sebastião, mas para pedir clemência a São Pedro. Até que ele deu um tempinho de duas horas para que o som ficasse afinadinho e o público se encharcasse de cerveja gelada. Depois São Pedro pediu licença para o seu colega de ofício e mandou água sobre a cabeça da galera.

carnaval02.jpg

E o samba comeu solto, com água e tudo. A única preocupação da moçada: “cerveja aguada, não”. Com os copos tampados, o samba no pé, a moçada até se esqueceu da chuva. E foi assim que o Rodrigo e a Dani (patronos da Folha Seca) sentiram-se abençoados com a lavagem da livraria por São Pedro e São Sebastião.

E por falar em santo, continuamos nossa via nada sacra, indo para a Praça São Salvador, onde o bloco “Bagunça o meu coreto” também não dava bola para a chuva, aceitando-a como um refresco para o forno que tem se transformado o Rio de Janeiro nos últimos dias.

Como sócios beneméritos do pé sujo mais bem freqüentado do pedaço, conseguimos uma mesa entre os carros, comemos um queijinho buscado em casa, e dá-lhe cerveja.

Devidamente inundados, só restou aos bebuns comerem uma matilha de cachorro quente e se recolherem. Afinal de contas, a segunda-feira, mesmo no Rio de Janeiro, é implacável. Salve São Sebastião. São Pedro seu dia chegará.

Washington Araújo, jornalista

Rap da Tufu

Janeiro 10, 2008

2008

Fogos no ar, luzes, cores, sorrisos, brindes, vamos comemorar o aniversário do nosso blog. Ele completou um ano em dezembro, mas como fica difícil comemorar mais coisa neste mês tão etílico e festivo, comemoremos agora um ano de nascimento de nosso querido arauto eletrônico.

A turma se juntou
Todo mundo falou
E o blog começou

Com arte do Cabral
Descobrimos a nau
E entramos no canal

As tiradas de cigana
Da nossa Rosana
Com a risada da Ana

O jeito gostoso da prosa
Deixa a gente melosa
Igual a meiga Rosa

Das minas veio a Vi
De onde chegou a Ri
Também tem a Lily

E Lily tem Ponto G
E a alegria do René
Todo mundo a escrever

Laura Jane dá calor
Folgado que sou
Peço um ventilador

Sorriso do Rio da Lu
Sem rima para tu
Mesmo sendo zona sul

Meu blog tá porreta
Mas cadê a Loreta
Que rima com violeta?

Como é justa esta saia
Quero mais é que caia
Com a loiraça Karla Maia

Onde foi o nosso Well?
Cobra Lídia dos olhos de mel
Sem ele, blog no beleléu

E o nosso Uilsim
Com a cabeça em Brumadim
E no João Pedrim

O blog está em paz
A Circe sabe o que faz
Um livro que é demais

Ela nos deixa de quatro
Não tem desacato
Ficamos de barato

Chega de comemorar
Inchado o blog vai ficar
mas me lembrei do KK

Para finalizar, em suma
Um beijo na nossa Thurman
Bela e gostosa Uma

Washington Araújo, jornalista

Grande Leo

Dezembro 20, 2007

Conforme largamente alardeado, tive a honra de conhecer o grande Leonardo (grande mesmo).
Foi muito gostoso rever a Lu, conhecer o Leo e bater um papo com o Mário.
O bebê, que todos nós paparicamos desde a barriga da Lu, está lindão, forte, disposto e cabeludo.
Os Girasole estão numa felicidade tamanha, como se nem só o sol, mas todos os astros girassem em torno deles.
Felicidade também contagia, ainda bem, e saí de lá totalmente nas nunvens. E olha que não bebi muito.

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Por falar em beber e bebê, além de outras lembrancinhas ao Leo, levei um porta copos francês como motivos infantis. É lindo. Com isso, espero que o Leo, não seja tão moderado quanto o pai e a mãe nos drinks quando for adulto. Afinal de contas, ele precisa ter alguma coisa dos tios da Turma dos Fundos, além da beleza e inteligência da Lu e a inteligência do pai.

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Longa vida ao Leonardo. Longa jornada e ótima jornada para todos nós que presenciamos o continuar da vida na figura de criaturas belas como o Leo.

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Washington Araújo, jornalista

O melhor lugar do mundo é aqui, e agora…

Dezembro 18, 2007

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Vocês precisavam ver como estava bonita a Lagoa da Conceição na noite de sábado, dia 07/12. Rolando DVD de Zeca Pagodinho e depois CD de Tom Jobim, Elis Regina e o Ponto G deixando a carne no ponto, comandando a churrasqueira como se fosse o dono da casa. Na verdade quem manda lá é o Bianchi. Mandou até o Brownie, o belo labrador chocolate embora. Você, Lidia, acredita que o belo Brownie que reinava no quintal ao lado foi defenestrado em razão de futricas perpretadas pelo felino Bianchi? Pois é, e o ingênuo casal Lily e Ponto G ainda acha aque fez bem, pois arrumou um casamento para o Brownie. Este, de acordo com eles, está super feliz com um casamento e se mudou para a casa dos sogros. Pergunto: existe felicidade no fato de se casar e ir morar com os sogros?

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Perdão, mas este foi apenas um desabafo, pois o Brownie que está no texto em comemoração ao Gerson, já não mora mais ali. Que coisa… Como ia dizendo, a noite foi muito boa, com aquele visual todo da Lagoa e a anfitrionice do casal. Saímos de lá, eu, René e Circe, às quatro da matina. Convidamos no meio da noite a nossa bruxa linda, madame Ro. Em viva voz, Rosanita participou de um alegre bate papo, eivado de alguns palavrões e brincadeiras sacanas…. Coisas do tipo que fazem nossa vida melhor. Mais uma vez, que pena todos não estarem presente. Tivemos ainda outras noites no Armazém do Oliveira, à beira da Lagoa, Empório (com umas coroas de dar água na boca) e no Boxe 32 (Mercado Municipal). Bebemos choppe até sob uma chuvinha fina… Ah, no sábado, de dia, o Gerson nos levou ainda à praia, onde quase morremos de comer peixe, marisco (que coisa linda e gostosa!).

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Em resumo: os dois, mesmo sendo desalmados com o Brownie, foram de uma paciência, de um poder de uma hospitalidade sem tamanho Entenderam agora porque estou acabado? E olha que o Gerson está se convalescendo de uma operação na barriga?

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Washington Araújo, jornalista

A saga da dissimulada Virginia dos olhos d’água

Julho 4, 2007

O mundo está perdido mesmo. Conhecemos uma moça com olhar virginal, pura como uma gota de sereno numa folha de árvore das alterosas. Ou melhor, conhecíamos. Não é que esta moça contrariou o próprio nome? Com seu olhar amendoado e dissimulado, a moça, que está casada há quase cinco anos, denunciava em seu semblante de morena dos olhos d’água o quanto vicejava em seu coração uma inveja boa, inveja sadia. Quando sabia que uma amiga estava grávida sues olhos lhe entregavam. Era uma coisa de cortar o coração. Tanto que os amigos se ofereciam para tentar acabar com todo aquele sofrimento da espera do que nunca vinha.

Mas mineira como só, esta moça chamada Virginia, nome que vem do latim e significa donzela, virgem, mostrou-se astuta, manhosa. Ela tinha a certeza de que um dia acabaria com o mito da virgindade em ter filhos. Sabia, mas não contava para ninguém. Preferia olhar para as barrigas de amigas, como a Lu Girassole, ex- Lu Loren, com cara de “pidona”. Dizemos isso porque esta moça esperou a data do seu aniversário para comunicar ao mundo que está grávida. E, pelo jeito, não foi pelo Espírito Santo, não. Foi da forma bíblica sim, mas nem tanto. Porque de santo, mesmo conhecendo pouco, sabemos que o Weberth não tem muito, não.

Parabéns Virginia. Você é danada, mesmo. Guardou para a data de aniversário este presente dos deuses.

Ana Miria, Circe, Gerson (Ponto G), Karla, Laura Jane, Lidia, Luciana, René, Rita, Rosa, Rosana, Rosinha, Wilson Renato, Washington

Washington Araújo, jornalista

O Santos, sempre o Santos

Maio 7, 2007

Washington Araújo, jornalista

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Eu, Vinicius (o sortudo) e meu irmão, Lula; a torcida num Morumbi lotado e no aeroporto, com um santista da torcida bebê e o pai, que veio do Mato Grosso só para o jogo.

“O Santos está jogando muito hoje”. – Padrinho, este é o Santos que conhecemos -, a resposta do meu afilhado, Vinicius de 12 anos, em meio aos 59 mil torcedores que lotaram o Morumbi no domingo, me deu mais ânimo para acreditar na conquista do título. Até aquele momento, no meio do segundo tempo, o Santos ganhava de um a zero do São Caetano, sufocava mas a bola não entrava. A gente precisava de mais um gol para sair dali com o título. A torcida não desanimava, todos sentíamos que o gol estava para acontecer a qualquer momento. E aconteceu. Foi um grito só! Uma alegria que estava sufocada há semanas.

Mais tarde, já no aeroporto, fiquei pensando: feliz é o Vinicius. Com oito anos o garoto já foi campeão brasileiro; com nove, vice-campeão da Libertadores; aos 10 campeão brasileiro novamente; com 11 campeão paulista e, agora, com uma dúzia de anos, bicampeão. Nasci numa época áurea do Santos. Na década de 60 vivi meus primeiros dez anos com o peixe campeão de tudo quanto era campeonato que participava. Pelé e companhia arrasavam. Mas aí eu era um lambari, lembro de pouca coisa. Nunca fui a um estádio com o meu pai. O que me consolava era o rádio de pilha que ele ficava ouvindo. Eu, de carona, vibrava com as famosas tabelinhas Pelé e Coutinho que encantaram o mundo. Mesmo não sabendo direito o que significava a palavra tabelinha, me arrepiava todo com o grito de gol do narrador. Muitas vezes meu pai dormia ouvindo o jogo (ele diz que era rotina o Santos jogar bem e ganhar e isso não lhe fazia perder o sono) e sobrava para minha mãe, que contava no noutro dia o resultado e quem tinha feito os gols.

santos final

Mas depois, quando comecei a me entender por gente, na década de 70, o meu Santos não ganhou nada. A não ser um título dividido com a Portuguesa, pois o Armando Marques errou na contagem dos pênaltis e o Santos foi prejudicado. Mas demos alguma alegria à “burra”. Mas alegria, alegria, só na Copa do México. Eu tinha 12 anos, a idade do Vinicius. Depois fui saber o que era um título só em 78, já com vintão nas costas. E foram pingando uns títulos até 1984. Depois, uma seca total. Só em 95 é que fomos para uma final. Eu já com meus 37 anos, tomando gozação de corintianos, são-paulinos, palmeirenses me enchi de esperança. Esfreguei tanto as mãos que sumiram algumas linhas, talvez até a de uma vida mais longa. Um árbitro mal intencionado jogou por água abaixo minhas esperanças. Não é choro de perdedor, não. Tanto que a torcida do Internacional sentiu o gostinho da safadeza deste árbitro chamado Márcio Resende. No ano passado ressuscitaram o homem só para roubar o colorado contra o Corinthians.

Depois deste roubo, mais uma fase de seca, mas quando chegou 2002 choveu e como choveu no nosso mar. Robinho e Diego chegaram para a nossa alegria. A história todos conhecem, já até contei acima ao falar da sorte do meu sobrinho afilhado. Aliás, que sortudo este garoto. Tomara que a sua sorte continue para que ganhemos mais e mais títulos e vejamos o Santos jogando como sempre. Não é Vinicius?