Circe Brasil
Sou assim, assim…
Devo falar de mim, mas não sei o que dizer.
Talvez, por conviver de maneira tão íntima
fica difícil exteriorizar minha forma em profundidade.
Sou assim,
meio inibida, meio exibida.
Me gosto, me criticando. Me In Vento, sem asa delta ou pára-quedas. Em minha mente, meu vôo é livre, supersônico, plainador demente… E mente
quem me tem por musa, feiticeira, inspiradora, deusa, forte ou independente.
Sou só gente.
Querendo ser múltipla, filha prodigiosa, mãe atenta, irmã prestativa, amiga disponível, leitora voraz, criadora, amada!
Mas sou
só
só a Circe deste Brasil.
Sonhadora e incapaz de, com entusiasmo, demonstrar do quanto sou capaz.
Pois sou assim, meio inibida, meio exibida, totalmente da paz!
Porém,
temo o sol,
temo o mar,
temo as montanhas,
temo o céu, por que o fim está lá.
É, tem dó, mi, ré, si e uma rede a embalar minha harmonia de vida. Limites, não vejo,
das possibilidades, nem mesmo a idade.
Tudo há por criar.
Inclusive o Eu que quer reinar.
Resumindo assim, assim, sendo inibida, sendo exibida:
sou só,
só um canal de energia,
de força,
de
choque,
de raios e de luz,
entre você e o ar.
Circe Brasil
comunicóloga











