Uilsim, de Valares a Paris, trés chic

Setembro 30, 2008 por lcabral

O Uilsim é Très chic
Quem vive em Valadares
Passa de Buenos Aires
Mas não chega a Munique

Nasceu, foi pro cartório
Já ouve o falatório
Cresce meninim, bebe muito leite
Para ir pro Unaites de Estaite

Mas o Uilsim é monsieur
Ele pode até escolher
Sabe onde foi viver?
Em Paris, au banlieu

Nada de Tio Sam
Nem de morder maçã
O Uilsim liga a antena
E corre pro Rio Sena

Por isso é Zebrinha
Ele corre da rinha
Quase todos nos Estados Unidos
Ele em Parri, seus convencidos!!

Hoje sonha com Maraú
Sem rima, se não dá sururu
Ele fica ali quietim
Sonhando em Brumadim

Mas quem já em Paris morou
Maraú é um sonho que já chegou
O Uilsim vá na calada
Mas leve no coração a Serra da Calçada

Leve Ana e João Pedrim
Nem que fique triste Brumadim
Mas carregue sempre contigo
Este seu jeitão de sempre amigo

By Ostim

Beber ou não beber

Julho 11, 2008 por lcabral

Há muito eles não se viam. Ela, por mais que fizesse não conseguia esquecê-lo, ou deixar de amá-lo. Querer ou não querer, como fazer para esquecer? E, olha que ele fazia muito para ser ignorado por tipos apaixonados como ela, mas seu ego a chamava. Os semelhantes se atraem.

O encontro foi marcado para os premeditados chopinhos. Alegria geral, ele adorava chope e ela, ele. No entanto havia um porém: se beber não dirija. Então, como é que fica? Quem vai de carro? Combinaram de se encontrar no local, aonde cada um iria de táxi. O local deveria ser próximo, a fim de evitar perda de tempo e gastos desnecessários. Assim aconteceu.

Ao chegar, ela viu-o sentado a sua espera com um copo já bebido. A emoção do reencontro pediu um brinde, dois, vários. Ele, encantador como sempre, e ela, bastante nervosa.

Com a desculpa do frio, mais dois copos foram pedidos. A emoção comandava a situação. As lembranças, as vivências e os sonhos desfeitos eram os temas da conversa, que durou muitas horas, regada a chope. A pizza, coitada, foi para caixa de “vou levá-la”. Afinal, consciência ecológica e social também faze parte do desenvolvimento humano preservatório.

Sem vergonha de serem educados. A companhia estava muito agradável. A saideira havia sido bebida umas duas ou três vezes, as toalhas das outras mesas já haviam sido recolhidas, as janelas fechadas e o aquecedor do ambiente desligado. Estava na hora de irem embora antes que o garçom pedisse. Secados os copos, partiram.

Ela estava aflita com o momento de qual resposta deveria dar na hipótese dele perguntar se o acompanharia no mesmo táxi, ou se cada um iria partir em carros separados. Não houve a pergunta, só havia um táxi na proximidade e a chuva iniciara. Para ele, era lógico entrarem no carro juntos e fazer a pergunta esperada logo após.

Que situação desagradável, incluir um estranho num momento de íntimas decisões. Ir ou não ir? Ficar ou não ficar? Combinar ali, diante do motorista do táxi, o destino a seguir. Perfeito constrangimento, aparente frieza e a leveza dos ébrios.

Princípios da convivência social. Os anseios contemporâneos são pré-históricos. Hoje, graças à tolerância zero de dirigir alcoolizado, as vidas de nossos protagonistas foram preservadas, o motorista do táxi ganhou também história hilária para contar.

A ressaca foi mantida, além de tudo mais. Se antes era conflitante, agora é delito. Beber ou não beber, querer ou não querer, ir ou não ir, ser ou não ser? Eis a razão, por mais que queiram mudar os costumes, a essência humana continuará a mesma. Por favor, um café forte e bem quente para ter que engolir mais esta!

Circe Brasil
comunicóloga

Rita, nosso pão de queijo

Junho 23, 2008 por lcabral

Gente, a Rita fez aniversário
Rita, perdemos o calendário
Ficamos sabendo depois de um mês
Mas você sempre tem vez

Fica aí quietinha, amuadinha
Fugiu pra sampa, mas é mineirinha
Mas não esqueça do ensejo
Você é melhor que pão de queijo

Esquecemos datas dos amigos
Mas não visamos só o umbigo
Esquecer é nossa tradição
Mas lembramos de você no coração

Rita, perdão, não se irrite
Podemos até ficar com amigdalite
Vamos gritar arrependidos
Perdoa estes esquecidos

Sabemos da bondade que traz
Apelamos, não esqueceremos jamais
Vamos fazer um força imensa
Contrataremos até assessoria de imprensa

Rita, parabéns muito atrasados
Tem um lado bom, lado animado
Você recorda com alegria
Daquela data, daquele dia

Somos nós que ficamos devendo
Você merecia amigos mais atentos
Você com a gente sempre pontual
Vê se não manda a gente pro pau

Maga Coelha

Junho 23, 2008 por lcabral

Ela é a nossa maga.
Com ela não tem hora amarga.
Para os maus presságios, olhos fechados
sorri com um instrumento, tudo sintonizado

Que sorriso alentador
Está mal da vida? olhe para a Rô
Com este sorriso de menina
e esta pose de bailarina

Que inveja de seu espelho
não está aí nem para Paulo Coelho
Ela é nossa bela cigana
transmite paz e não engana

Washington Araújo, jornalista

Homem de visão

Junho 3, 2008 por lcabral

Homem_de_visao

Voltei, pessoal. O problema agora é desacostumar dos óculos. Todos os dias, há 30 anos, acordava, nem sempre de manhã, estendia a mão direita e pego o óculos. Desde quarta-feira, 21 de maio, estendo a mão e não encontro nada. Abro os olhos e, milagre, estou vendo tudo. Tudo não, de perto ainda estou com alguns probleminhas. Vou ter que usar óculos para ler coisas importantíssimas para os dias que seguem, bulas de remédio por exemplo.
Washington Araújo

Acabo de falar com Ostim…..está em Sampa se recuperando de uma cirurgia que o transformou num homem de visão….adeus miopia, astigmatismo, óculos…aliás, segundo ele, só Ray-Ban….. Imagine, se já enxergava o que não devia, agora…….
René Ruschel

Depois dessa vamos precisar ter muuuuuuuuuuuuuuuuuuito cuidado com a visão do Ostim…. rs rs rs
Rosa de Fátima Sousa da Silva

Ainda bem que Engov não tem bula….
Rene Ruschel

Céus, nosso super-homem, agora biônico e mal pago. O mundo vai mudar. Enfim ele veio para nos impulsionar e nos lançar à diante, com sua visão raio XP. Tudo de bom.
Estou ficando cega de tanto querer ver um mundo às claras e seres humanos justos. E na minha miopia continuo tropeçando. Por isso, a menina de meus olhos e a bomba de meu coração se alegram em saber que há tempo para uma visão mais justa.
Valeu ruminador de dons alheios e iluminador de caminhos das trevas.
Você tem muita coragem.
Beijos,
Circe Godoy

A felicidade e o perigo de estar viva

Maio 9, 2008 por lcabral

circe_assalto1

Amigos, como é bom voltar para casa e receber o abraço dos filhos, o xingamento dos irmãos e ler as suas mensagens, depois de ser assaltada e de me sentir impotente e mais velha.

Agora à noite fui visitar meus pais e combinar nosso encontro para logo mais comemorarmos meu aniversário. Sai da casa dos meus pais às 21h55min e ao entrar no carro fui abordada por dois elementos, um com uma faca em minha direção gritando que ia me matar e que era para eu dar a bolsa, enquanto o outro me dava um soco na cara e dobrava o retovisor de fora, alcancei a bolsa e arranquei o carro. Como não via atrás toquei direto com risco de bater. Procurei uma viatura de polícia e fiz a queixa. Acompanhei a ronda por um tempo com os policiais, e depois eles me deixaram no plantão para fazer o registro.

Neste meio tempo, uma mulher ligou para a minha casa e disse ao meu filho que havia encontrado minha bolsa na rua. Meu celular ficou com os ladrões e eu patrulhando com a polícia, por isso não fiz contato com ninguém da família. Uns quarenta minutos após, ao chegar no posto policial liguei para casa. Meu filho estava desesperado e não levou 10 minutos toda a minha família estava na delegacia cantando junto com os brigadianos os parabéns para mim. Afinal, era meia noite e mais uma vez a vida comprovou que o perigo é estar vivo. Por isso, comemorar é preciso.

É uma lástima não poder receber as ligações de cumprimento, mas quero dizer para cada um, o quanto são importantes para mim, principalmente nesta sobrevida.

Beijos,
Circe Brasil
comunicóloga

Circe, vc de fato é uma guerreira….o nosso poeta e repentista Ostim mais uma vez foi perfeito e disse tudo….Com vc não tem “essa de bola dividida (…) olha e vai pra cima, decidida”…. Se a vida bate, vc dá o troco… mas sempre com um sorriso….

“Quem nos dera ter o seu dom..
De sorrir, mesmo quando nada está bom”

Menina, continue assim…Não sei se já escrevi isso pra vcs, mas há muitos
anos aqui no Paraná teve uma campanha publicitária que dizia “você será
tudo aquilo que for capaz de crer, ousar e criar. Vá em frente”. Você chega
lá!

Beijos,

René Ruschel

Circe querida
Que bom te saber viva! Já passei 2 vezes por situações como essas e, ainda que menos intensas, graças a Deus, bastante assustadoras. Imagino todo o seu sentimento. Mas o que interessa é que você sobreviveu e pode comemorar este aniversário e todos os outros que virão. Parabéns, muitas alegrias, amor e paz! E que a sua vida, como aconselhou sabiamente mestre Gonzaguinha, “seja sempre desejada por mais que esteja errada…”
bjs

Lidia Pena

Guerreira de coração, alma de criança

Ela se equilibra na vida
Às vezes a bola vem dividida
Mas não se faz desentendida
Olha pra cima, parte decidida

Mãe com jeito de adolescente
Brinca com os filhos irmanamente
Vive com eles contente
Às vezes dura, mas ternamente

Esta menina moça de corpo e coração
Tropeça, mas não diz sim ao não
Põe sentimentos na própria mão
E escreve lindo, mesmo de supetão

Quem nos dera ter o seu dom
De sorrir, mesmo quando nada está bom
De escrever tudo de bom tom
De amar em off ou em on

Circe é o seu nome de certidão
Nome de fada, de varinha de condão
Vai aqui Circe, de seus amigos de comissão
Um pouco de nosso coração

Ana Miria, Gerson Leal, Karla Maia Soares,
Laura Jane, Lídia Pena, Loreta.Pinheiro,
Luciana Salles, René Ruschel, Rita Pimenta,
Rosa de Fátima, Rosana Romero, Virginia Oliveira,
Washington Araújo, Wellington Silva,Wilson Renato.

Um é pouco, 2 é bom, 50 nem se fala!!!

Maio 6, 2008 por lcabral

Uoston cinquentão

Ostim, meu garoto….mais uma vez, parabéns pelo cinquentenário…. Meio século de vida merece, no mínimo, respeito. Sou daqueles que vê na experiência muito mais que inteligência, mas sabedoria. Se pudesse lhe desejar um único presente, sem dúvida seria a felicidade eterna. Aliás, vc é alguém que não só vive feliz como faz a vida da gente ser bem mais feliz. Essa dádiva garoto, são poucos os iluminados que as têm. Mais raro ainda são àqueles, como nós seus amigos, que podemos conviver com pessoas como você. Não sei bem se a vida é guiada pelo destino, pelo acaso ou por coincidências…. Nestas questões sou meio pragmático. Mas certamente que tê-lo como amigo é um privilégio. Um enorme privilégio. Um abraço grande e acima de tudo, viva a vida!
René

Querido Ostim,

nós é que somos felizardos por tê-lo em nossas vidas. rapaz ínclito você, cheio das manhas e artimanhas, maior amigo dos amigos impossível. só o valtinho, outro amigo meu, que é taliquali você, cervejeiro e companheiro de todas as horas. tem programação prá bh?
felicidades, amigo de sempre.
wr.

A caricatura está ótima, amado Óstim. O texto também. Claro que você não poderia deixar de dar aquela alfinetadinha em alguém burro, careta ou reacionário. Desta vez o escolhido foi o fenômeno (sic!). Você sempre muito criativo. Novamente aqui vai meu desejo de que sua vida seja sempre um evrdadeiro orgasmo!

O presente vai depois, quando nos encontrarmos.

Beijo da

Ostin, Feliz Aniversário. Eu e a Lily te desejamos muito sucesso, muita saúde. E que tu continues assim: Sendo esse mix de menino sapeca, adolescente sedutor com esse profissional extraordinário.

Grande Abraço
Gerson e Lily

50 – um número especial, que registra o melhor da vida. Vejam só:
- Uma mesa de bar , com 50 chopps na conta, não fica mais animada?
- Se um whisky, cachaça ou outro bom destilado envelhecidos 25 anos são uma preciosidade, imagina isso dobrado!
- Prefiro nem falar de vinho deste calibre…
- Qual a felicidade de quem está “durango” em fim de viagem, futuca no fundo do bolso do casaco, acha aquela nota esquecida e descobre que é de 50;
- Quando vai reunir os amigos para comemorar e descobre aquele lugar legal que cabe todo mundo, com mais de 50 lugares;
- Em qual década ganhamos mais títulos mundiais de futebol? No finalzinho, a bossanova ensaiava seus primeiros acordes…

Poderia me estender, mas prefiro concentrar no parabéns ao Uóston. Muitas felicidades, com certeza concretizadas neste último dia 3 e outras reservadas para os muitos outros aniversários. Já aos amigos recomendo que apreciem com moderação. Depois de muita festa e caipirinha, a vista embaralhada pode pregar uma peça e a gente não saber qual dos 50 “Uóstinhos” vai cumprimentar…

Cabral

O rei da batera

Abril 14, 2008 por lcabral

pedrim

pessoal,

outro dia teve um de rock aqui no condomínio e, no intervalo, adivinhem quem se sentou na batera e deu o maior show, individual jam session da melhor qualidade. foi aplaudidíssimo pela platéia.

Vejam…e participem da vaquinha que já estou fazendo para providenciar isolamento acústico por aqui. em breve, acho que vou virar manager no show.

Wilson Renato
jornalista e psicanalista e pai do João Pedrim, o terror da batera.

Simplesmente Luciana

Abril 10, 2008 por lcabral

Bye, Bye, Luciana

Acabou. Depois de sete anos bem vividos, assinei toda a papelada e me separei. O famoso ciclo dos sete anos (Madame Ro pode falar melhor sobre isso). O fato é que, num 1° de abril, me desliguei da Valia. Verdade!

Foi um período de grande crescimento, aprendizado (consigo até entender um pouco – muito pouco mesmo, é verdade – as demonstrações contábeis) e, sobretudo, de enormes conquistas. Conquista de amigos queridos, que tenho certeza não vão se abalar por eu ter perdido o sobrenome. Não sou mais a Luciana da Valia. Sou Luciana Salles. Simplesmente.

E é assim que inicio oficialmente meu ano sabático, cheia de planos para fazer cursos, reciclar, descansar, viajar e, principalmente, aproveitar cada segundo com meu filho Leonardo, o pequeno Girasole, que veio ao mundo com a missão de procurar o sol. Sempre.

Um beijo no coração de todos que me são muito queridos

Se contar ninguém acredita (continuação)

Abril 6, 2008 por lcabral

Comprovadamente acontecem coisas na vida da gente e quando relatamos ninguém acredita. Até Deus duvida.

Alô, sou eu
Onde tu tá ?
Na casa do pai e da mãe.
Tu ta bem?
Sim.
E o carro?
Esta lá embaixo.
Na rua?
Sim.
Guarda ele na garagem, AGORA! Depois falamos.

Ao entardecer do domingo voltei à cidade e resolvi passar na casa de meus pais, pois há muito não os via e deveriam ter chegado de viagem. Ao abrir a porta minha mãe me abraçou forte e disse comovida “ Graças a Deus você está bem. Ligue para seu irmão ele perguntou por ti”. Foi quando tive a conversa acima.

Depois de guardar o carro na garagem, peguei o celular que estava sem bateria e coloquei a carregar. Foi quando percebi a quantidade de ligações perdidas e a caixa postal lotada. Números variados e repetidos, em todas as horas. Minhas pernas tremiam a cada recado desesperado contido na caixa: Onde você está? Liga pra mim. Pelo amor de Deus se comunique. Não sabemos o que aconteceu. Que droga, liga pra gente. Onde você se meteu. As crianças estão em pânico. Dá notícias. Oi, eu de novo. Assim que chegar liga… e assim por diante. Uau. O que teria acontecido?

Liguei para as crianças que choraram no telefone. E fui dando retorno a cada um que me ligou e sempre era uma expressão de alívio, agradecimento divino e um xingamento injusto. O meu abalo estava sendo tão grande quanto o das pessoas que passaram todo o final de semana me procurando e investigando onde eu poderia estar.

Aconteceu que a minha filha decidiu, também por impulso, afinal é sangue do meu sangue, a não ir para a casa do Pai na sexta-feira. Ao chegar em nossa casa não me encontrou, viu o lugar em desalinho e ligou para meu celular e dava fora de área. Ligou várias vezes, como eu não dei retorno e era tarde ligou para meus irmãos para saber se eu estava na casa de um deles. Ninguém sabia. Ok

Na manhã seguinte perto das 10 horas, ela que dormiu assustada e me esperando, ligou novamente para a tia e disse que eu não havia voltado para casa. Daí foi um tal de liga para a empresa em que eu trabalhava e o porteiro informou que eu havia saído perto das 19h. Liga para uma colega de trabalho e ela disse não saber de meu paradeiro e que eu não tinha nenhuma programação para o findi. Durante o dia todo foi um ligando para o outro e todos ligando para mim.

A noite avançou e as notícias não chegavam. Meu irmão já tinha ido na empresa pegou o minha agenda pessoal e fez uma triagem em ligações. Chefes, subordinados, colegas, exes etc. Lá pelas tantas alguém rastreou o meu celular e descobriu que o último sinal do aparelho tinha sido num bairro pouco ortodoxo da cidade, ou melhor o mais perigoso a vidas humanas latentes. O desespero se espraiou. Outro alguém consultou os búzios ou cartas e a resposta foi de que eu estava em estado de iluminação, num plano superior e que estava bem e preocupada com a família. Via lágrimas em mim e muito cansaço.

Ninguém mais segurou ninguém. A festa de lançamento da reforma do banheiro de uma amiga virou em drama. O Secretario da segurança pública do Estado foi comunicado. Toda a polícia estava em busca do meu Kasinho que poderia ter sido roubado e eu vítima de seqüestro ou coisa pior.

E, o pior é que eu estava bem, em um plano superior e em lágrimas de ressurreição. Tudo pela culpa de eu ter ido em busca de meu eu e ter formado mais nós, que a própria vã filosofia não pode explicar. E aquele que deveria ter sido meu segurança, meu elo com a vida real, morreu por um fio. Não dá nem para confiar no próprio celular. E falando de celular tem mais umas estórias de espantar, porém não faz parte desta, que finalmente foi esclarecida e por durante muito tempo eu ainda ouço das pessoas palavras de apreço e de indignação pelo ocorrido.

Mas o que até hoje não consegui convencer foi o meu irmão que eu estava lá no Templo, rezando e pedindo por momentos de mais integração e afeto entre as pessoas. Para ele e alguns outros, eu estava era em alguma sacanagem, que nem imagino qual seja e com certeza, não foi com ninguém da agenda.

Circe Brasil
comunicóloga