René Ruschel

René Ruschel

Era uma madrugada muito quente quando apareci pela primeira vez nesse mundo de meu Deus. Cruzeiro do Oeste, interior do Paraná. Janeiro de 1957. Na minha certidão de nascimento está escrito: 2h15. Cresci e vivi livre como o vento. Quando criança gostava de admirar o balé das nuvens mudando de forma a cada instante e a dança dos pássaros sob o sol escaldante. Com meu pai aprendi a ler aos cinco anos, sem nunca ter ido a escola. À noite, ficava admirando a imensidão do universo, a lua, o brilho das estrelas, e logo descobri que o mundo era infinitamente maior que aquele meu pedaço de chão.

Sonhar, viver – ou viver sonhando, tanto faz… – me fascina. O sentido da vida eu encontro numa esquina qualquer, no abraço, no sorriso displicente, na foto estampada no jornal, num grito de gol entalado na garganta ou até mesmo na dor que sufoca nossas entranhas. Caminhei, mas ainda tenho muito que andar, ver e aprender. Quero testemunhar e traduzir as histórias do cotidiano, simples como os anônimos personagens que perambulam por becos e ruas; dos incautos que ousam acreditar que ainda podem ser felizes; daqueles que no sinal fechado olham assustados por detrás dos vidros dos carros; dos milhares de “Joões” e “Marias” que fazem da vida uma lição de esperança renovada a cada manhã.

Assim, quem sabe possa escrever em minha lápide a frase que o imortal poeta chileno, Pablo Neruda, anotou na porta de sua casa, em Isla Negra: “Regressei de minhas viagens após navegar o mundo construindo meus sonhos”.

Eis-me aqui.

René Ruschel, jornalista

3 Respostas para “René Ruschel”

  1. rubia Disse:

    Fiqui muito emocionada , te adimiro mui9to , voce é um heroi te amoooooooooo muito beijos

  2. Denir Rigolon Zamuner Disse:

    Nossa, René, voce jornalista!!! parabéns. Depois de mais de 30 anos me deparei com teu nome fuçando na net. Vai longe o tempo de escritório, das bagunças, do riso estampado em nossos rostos, da displicencia, mas tambem da grande responsabilidade que tinhamos, apesar de nossa idade. Quanta coisa se passou por esse período né? Nao gostaria de perder o contato contigo…Me manda notícias…Um grandce beijo.

  3. Mary Inês de Almeida Marques Disse:

    É menino…bem se via que o seu destino era grande. Sou antiga admiradora sua há muito tempo, afinal você sempre foi precoce! Morei na Rua Maringá em Cruzeiro, vizinha da D. Diva então você era praticamente da vizinhança. Depois em 1974, eu – morava na Rua da Rúbia – cursava a quarta do ginásio e você o segundo científico; o mesmo gênio literário escrevendo para a Tribuna do Oeste, comandando o centro acadêmico, enfim muito atuante apesar da pouca idade (hoje sabemos! na época você era o adulto pra mim). Eu já lia seus artigos e apreciava, como continuo apreciando até hoje sua literatura.
    Eu só tenho a desejar que continue sempre sendo essa luz que brilha e continuar rezando para que Deus ilumine sempre seu caminho.
    Sucesso e felicidade com carinho!

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